Egito – Esna
- Michelle Bastos
- 4 de set. de 2017
- 3 min de leitura
Como contei nesse post, Esna foi uma parada surpresa no nosso Cruzeiro. Quando nos avisaram que pararíamos também em Esna, meu esposo não gostou muito da notícia, pois segundo ele não tinha nada lá que valesse a pena. Seria melhor chegar mais cedo em Luxor.
Entretanto, nas visitas anteriores que fizemos, em Aswan, Kom Ombo e Edfu, as lojinhas e mercadinhos sempre levavam a mulherada a loucura, que no grupo eram nada menos que 13. Mas como as paradas do cruzeiro são curtas nem sempre era possível deixá-las aproveitar e comprar tudo que queriam. Ficávamos na posição chata, mas necessária de apressá-los, afinal não poderíamos perder a saída do navio. Então, acabei convencendo o Sedik que era uma boa oportunidade de descer e deixá-las as duas horas aproveitando só as lojinhas. Bem que ele avisou que lá não teria lojinhas boas mesmo. Mas descemos mesmo assim.

Esna é basicamente uma rua, com essas lojinhas e no final dela um templo que foi dedicado a divindades menores, como o Deus Khnum. Andamos até o fim da rua para conhecer o templo. É bacana, mas depois dos outros que visitamos, por comparação, ele ficou sem gracinha e ninguém quis entrar. O mais interessante dele é que com o tempo, ele foi ficando abaixo do nível da cidade, então é como se ele estivesse afundado. Infelizmente, eu perdi a foto que mostrava o templo.
Já tínhamos visto todas as lojinhas no caminho de ida e elas não chegavam aos pés das outras. Fato é que não são todos os cruzeiros que param em Esna e após um período de escassez geral de turistas no país todo (imagina em Esna?), as lojinhas estavam um tanto quanto abandonadas. Os produtos davam para ver que eram a sobra dos tempos em que eles tinham movimento real, e cada coisa tinha dedos de poeira em cima.
Já estávamos voltando para o barco, e a visita tinha sido em partes frustrada. Estávamos assumindo que o Sedik estava certo, até que ... Alguém viu uma roupa de dança do ventre em uma lojinha (carnaval estava chegando!), o vendedor convida para ver melhor, estava baratinho e, todo mundo começa a comprar. Roupa de dança do ventre, abaya, toalha de banho... e não parava mais. Fato era que os preços estavam realmente irrisórios quando convertidos para o real. Fiquei me perguntando se realmente estávamos fazendo um bem ao senhor, pois pelos preços que ele estava vendendo, era de se duvidar que ele estivesse tendo realmente um lucro. Mas como egípcio não dá ponto sem nó, relaxei. Acho que foi a oportunidade que ele encontrou de garantir o mês da família, estava numa felicidade que só. Juntando a nossa felicidade de conseguir preços tão baratos com a dele de conseguir tantas vendas em uma tacada só em tempos de vacas magras, todo mundo se empolgou e começou a vestir parte das fantasias que estava comprando, e ele fazendo as amarrações típicas. E se alguém queria algo que ele não tinha, mandavam trazer de outra loja, e as comprinhas não acabavam. Mais uma vez fomos atração na cidadezinha. As crianças todas paradas assistindo a gente como se fossemos de outro, de outro... país!

Eis que para a diversão ficar completa passa um tuk tuk, e uma das meninas comenta, “Nossa, queria tanto tirar uma foto em um tuk tuk”. É para já! O Sedik parou um, obviamente deu uma boa gorjeta ao motorista, que não só teve a paciência de esperar mais de 10 pessoas tirar foto uma por uma, teve a boa vontade de escolher os melhores ângulos e posar junto.

Comprinha para lá, fotinha para cá, a gente escuta o navio apitando. Juro que passamos duas horas por lá sem ver o tempo passar. O jeito foi correr para não perder a saída. No fim das contas, valeu a pena a descida. Se pelas compras ainda não sei, mas pela diversão com certeza.