Veneza
- Michelle Bastos
- 25 de mar. de 2015
- 3 min de leitura

Há lugares que sobram muito pouco a imaginação ou as palavras. Veneza é um deles. Todos nos já fomos bombardeados por fotos, reportagens, textos e opiniões sobre a cidade. Difícil acrescentar algo, do que já se foi dito. Entretanto o que se vive, nunca se repetira, igualará ou será mensurado pelos demais. Veneza é assim, não da pra falar, tem que viver. Imperdível pra qualquer que seja suas preferências de viagem.

Construída em ilhas, a sensação que se tem é que a cidade está flutuando sobre as águas. Ah, mas isso eu já sei! Eu também já sabia, mas acredite, quando chegar lá, ficará minutos admirando e tentando entender como assim. E por mais que a cidade seja repleta de monumentos e atrações, nada tira o brilho da atracão principal, a cidade por si só. Não precisa correr para esse ou aquele monumento, lá, deixe o tempo correr e se perca pelas infindáveis ruelas, pontes e canais.

Locomover em Veneza, não é tarefa fácil, nem ao menos barato. Aliás, a cidade é cara. Eu utilizei o vaporetto. Esse “ônibus aquático” foi o transporte público mais caro que já usei na vida. Por um passe de um dia, lá se foi a bagatela de 18 euros. Ha também, opções mais high class, como o táxi aquático. E as gondolas, não precisa nem comentar que são apenas para passeios turísticos mesmo. Veneza é enorme, e coitado do barqueiro que tivesse que te levar no braco pro outro lado da cidade, rs.

O vaporetto circula pelo Grande Canal, e te leva nos principais pontos a margem dele. Fui direto a Praça San Marco, e passei o todo o dia pelos arredores.


Mesmo para quem já está acostumado com os preços europeus, Veneza assusta. É bem caro. Mas tem o caro pagável e o caro “prefiro passar vergonha do que ser extorquida dessa forma”. Como assim? Hehehe. Lá, raramente os restaurantes colocam o menu com preços disponíveis na entrada. Isso pra mim já acende o alerta automático de “ coisa cara, atenção redobrada pra não cair em furada”. Como obviamente, qualquer lugar próximo a San Marco estaria entre os mais caros, pra almoçar procurei um restaurante nas vielas mais afastadas. Nao me lembro o nome mas, acertei em cheio. Comida gostosa, preço justo e ambiente agradável.

Mais de tardinha, eu queria sentar e apenas tomar uma cerveja (já que era auge do verão europeu) ou tomar um gelato admirando a vista do grande canal. Escolhi um café que obviamente seria caro pela localização e ambiente, mas nem era um dos top 10 ao som de piano e violinos. Tentei ser humilde.
Quando o garçom trouxe o cardápio, eu não sabia se era pra rir ou pra chorar. Uma água era 8 euros, o sovertinho mais barato 15, e a cerveja não me lembro bem, mas era mais que 15. Esse sorvetinho e a água eram as opções mais baratas. Aí você fica naquela, peço qualquer coisa da mais barata pra não passar vergonha, acrescento mais um pouco e pago algo que realmente quero (que nesse caso não era tão pouco assim), ou saio de fininho? Ninguém me conhece mesmo, rs. Aí fiquei lá matutando. Até que escuto alguém falando em portugues do meu lado e bem assim “Caro é uma coisa, isso é um roubo. Pode levantar todo mundo que eu não vou pagar isso não”. Hahah. Oportunamente, uma família inteira levantando pra ir embora. Aproveitei o bonde!
Olha, a sede, o calor, o cansaço até passaram. E aí resolvi comprar alguns souvenires de preços declarado previamente, claro, rs. Como a cidade é famosa pelas coisas da ilha de Murano, comprei alguns de presente pra família. Nada grande, porque tinha que caber na mala tamanho “low cost”.


O passeio a ilha de Murano parece bem legal, mas não tive tempo de fazê-lo. O passeio de gôndola ficou pra uma próxima visita, afinal, qual a graça de fazer sozinha?
Depois foi admirar o pôr do sol, e preparar para voltar depois de um dos melhores dias da minha vida. Alguns destinos não se tornam icônicos por acaso, e jamais se tornaram clichês. Lá, você se certifica minuto a minuto o porque dessa cidade estar no topo do turismo mundial.

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