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Terceiro dia em Paris - Montmartre e Champs Élysées

  • Foto do escritor: Michelle Bastos
    Michelle Bastos
  • 28 de set. de 2017
  • 4 min de leitura

Nosso terceiro dia começou com mais andanças, subimos andando até a Basílica de Sacré Coeur. A vista do ponto mais alto de Paris é linda e a arquitetura da Basílica também.



A fila para entrar estava enorme, dando voltinhas até, e como eu não fazia muita questão de entrar, continuamos para Montmartre, outro lugar que se tornou meu queridinho em Paris. O bairro tem um astral ótimo, e os cafés, bistrôs e lojinhas são uma fofura. Reduto de artistas de rua, sempre tem uma música ao fundo enquanto você aprecia a arte dos pintores que estão a confeccionar seus quadros e caricaturas. As lojas de souvenir foram também as melhores que vi por lá.


Descemos então pelas escadinhas e ruelas até Pigalle para ver o famoso cabaré Moulin Rouge, que dizem ter os melhores shows de cancan. Está aí uma coisa que eu gostaria de assistir, mas achei caríssimo e é de noite, né? Estávamos lá de manhã. A avenida é cheia de sex shops e afins, bem inusitado.


Enquanto estávamos por lá, a Bianca (minha host) ligou que estava por lá também, já que esse era o único dia que ela tinha livre para passear com a gente. Voltamos para encontrá-la no Muro do Je t’Aime. A parede possui a frase “Eu te amo” escrita em mais de 300 línguas.


Foi lá que meus problemas começaram. Em frente a ele tinha um caixa eletrônico e decidi sacar dinheiro. Tentei e não consegui, não dava explicações, só dizia que o saque não estava disponível. O pessoal me tranquilizou dizendo que provavelmente era o banco, tentei o do lado e também não deu, bateu um desespero. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas pensei que pelo menos eu tinha a opção de usar o cartão de crédito já que tinha crédito.


Continuamos a andar por Montmartre, passamos pelo café da Amélie Poulain, filme que eternizou o bairro nas telas do cinema. Ao lado dele, fizemos uma parada na confeitaria Paul para experimentar os macarons. Adorei!



Até então, eu ainda não havia visto o Arco do Triunfo e caminhado pela famosa Champs Élysées. Seguimos para lá de metrô. Decidimos subir no arco do Triunfo, pois segundo as meninas era a vista que elas mais gostavam de Paris. O mais engraçado é tentar entender como se chega até ele, uma vez que o trânsito ao redor é frenético. E como não tem semáforo ou nada do tipo você fica se perguntando se supostamente você é para sair correndo e atravessar quando os carros derem uma trégua. Fale a verdade, todo mundo pensa isso, rs. A passagem é subterrânea.


Quando tentei passar meu cartão de crédito para comprar o ingresso, não passou, o débito também não. Não entendi nada e me deu um desespero, eu tinha certeza que tinha dinheiro na conta de sobra. Por sorte, dessa vez eu não estava viajando sozinha como normalmente faço, e a Bianca me emprestou dinheiro para o resto da viagem até descobrir o que estava acontecendo.


Enquanto subíamos as escadas do arco o tempo fechou totalmente e não deu para ver praticamente nada lá de cima, mas ainda sim valeu. Quando descemos para seguir até Champs Élysées, já fomos debaixo dos chuviscos mesmo. Deu para passear, ver as lojas, foi bem legal.



Como a previsão era uma chuvona, decidimos procurar um bar legal para sentar antes que ela viesse com tudo e deixar ela cair de lá de dentro. As meninas sabiam que existiam alguns lugares legais no Marré e fomos para lá. Andamos e não achamos nada de atrativo, chegamos à conclusão que é o tipo de lugar para ir com algum insider que conheça. Acabamos desistindo e indo para um lugar que elas batiam ponto sempre no Le Marais. Adoraria lembrar o nome da rua e do bar já que era bem bacana, mas nessa hora eu já tinha desligado meu gps totalmente e estava me deixando levar por quem conhecia o lugar.


Enquanto estávamos no bar, como meu vôo era cedinho no dia seguinte, resolvi olhar o horário de transporte público para o aeroporto. Foi a sorte eu ter tido essa luz. Os horários não eram tão cedo quanto eu pensava e provavelmente não daria tempo. Daria tempo para o vôo, mas o problema é que eu havia guardado minhas duas malas de 32kg cada (que iria despachar) na Bagages du Mond, e tinha ficado apenas com a de mão. Eu precisava esperar a loja abrir no terminal 2, para retirar as malas e ir para o outro terminal do Charles de Gaulle pegar meu vôo. Para isso tudo não daria tempo. O jeito era pegar o último desse dia e dormir no aeroporto.


E para pegar o último trem para o aeroporto, eu precisava correr para ir até em casa, pegar a mala de mão e correr para alcançar o trem. Saímos de lá na correria para fazer isso, mas consegui pegar o último e tive que dormir nas super confortáveis cadeirinhas do Charles de Gaulle, quem nunca?


E quando voltei para o Brasil, descobri qual era o problema do meu cartão. Ele era novo, havia chegado antes de viajar. Como antes eu só usava cartão de débito, eu ia sacando o dinheiro e pronto, descontava no saldo. Como o novo era também de crédito, todos os saques e todas as compras no crédito, caíram nele e esgotou o crédito. Quando eu tentava sacar, por não ter limite de crédito mais, não dava, mesmo que tivesse dinheiro na conta. Ainda bem que isso aconteceu em Paris que tinha quem pudesse me salvar e não em Amsterdã que eu estava completamente sozinha e teria ficado em total apuros.

 
 
 

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